Na web: a conexão entre as pessos

Vivemos de fato, não mais uma teoria ou um pode acontecer. Há um meio de comunicação real, vivo, alimentado por todos nós. A internet mais que uma ferramenta para comunicação é o novo paradigma em que a sociedade se faz valer de sua voz sem intermediários ou concessões governamentais. Não há mais porque esperar a edição noturna dos jornais televisivos ou a edição do jornal impresso para saber o que aconteceu no Brasil e no mundo. Acompanhamos os noticiários para saber a leitura que fizeram dos fatos que já sabemos.

A internet mais que nos conectar ao mundo por bits e hipertextos fomenta um espaço cuja tecnologia contribui para a humanização da sociedade. O uso desta ferramenta, seja positivo ou negativo, faz valer valores e interesses dos participantes. O mundo virtual não substitui o real, mas o complementa possibilitando novas perspectivas e socialização.

A internet como meio de comunicação foi e continuará motivo de estudo por muito tempo ainda – tanto acadêmico quanto corporativo. Já se falou, provou, e ainda tem muito a que se aprender e assimilar o quanto pode revolucionar a forma de comunicação entre empresas e criar novos modelos. O instante máximo sem dúvida foi o uso do twitter na campanha presidencial dos Estados Unidos em 2008 pelo então candidato Barack Obama. E agora podemos dizer que temos episódios exemplares do bom uso de uma ferramenta de comunicação digital.

No ano de 2010 tivemos três situações que demonstraram o valor e a importância da Internet e das redes sociais:

A entrevista do então Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva a blogueiros e transmitida pela twitcam e pelo twitter do blog do Planalto. Quando puderíamos imaginar estar tão próximos de uma pessoa que ocupa tal cargo no país sem a intermediação dos grandes veículos de comunicação?

Os outros exemplos ganharam espaço com a situação de violência que tomou conta do Rio de Janeiro, no mês de novembro. A reação nas redes sociais foi imediato. O que se viu foi um grande volume de informações desencontradas e muito boato.O Jornal Extra criou no twitter o perfil @casosdepolicia e através da twitcam forneceu informações reais a todo momento. Jornalistas se revezavam para esclarecer a situação da cidade e com as hastags #caosnorio #rio #paz #paznorio #eboato #everdade ajudou a diminuir a onda de boatos. Um novo jornalismo, digital, em tempo real, direto com seu público, credibilidade conquistada com profissionalismo e qualidade.O terceiro exemplo, é o perfil @vozdacomunidade criado por @Rene_Silva_RJ, de 17 anos. A partir do Morro do Alemão, durante a reação da polícia, realizou valioso trabalho ao fornecer informações sobre o que realmente acontecia na região. Este perfil serviu inclusive de fontes de informações para os grandes veículos de comunicação. Alguns meses antes, Rene Silva, criou o perfil no twitter e até sábado, dia 27 de novembro contava com 180 seguidores e no dia da entrada da polícia no morro, por volta das 19 horas já contava com 19,136 seguidores. Na primeira semana de dezembro já passava dos 30 mil seguidores. Uma pessoa diretamente afetada pelos acontecimentos divulgando informações em tempo real de dentro do morro, local que nem mesmo os grandes veículos de comunicação tinham acesso.Como podemos perceber a ferramenta foi a mesma porém a tecnologia em si, não foi o fator motivador. E sim a comunicação, a conexão entre as pessoas. Foram os envolvidos que valorizaram o acontecimento com credibilidade, inteligência participativa e vontade de ouvir. Os episódios citados apresentaram como as redes sociais são ferramentas que tem seu valor a partir da motivação das pessoas. O uso inadequado também aconteceu, o que não deve gerar desestímulo, e sim trabalho pontual e inovador para reduzir os casos e seus efeitos. Afinal, estamos falando de pessoas e não de tecnologia.

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