Tag Archives forlivros

Primeiro passo dado: ISBN solicitado

Todo livro deve ter um número de ISBN, que é uma sigla de International Standard Book Number, que vem a ser um sistema internacional padronizado de numeração e identificação de título de livros em uma determinada edição, e também deve ser retirado em plataformas digitais como livros eletrônicos.

Todo livro deve ter um novo registro de ISBN para toda nova edição em cada suporte apresentado: impresso ou eletrônico. Se você faz, por exemplo, apenas uma revisão ortográfica no livro, mas não altera seu conteúdo, não há necessidade de novo registro. Mas, se você vai lançar o livro na versão e-book, neste caso é adequado que faça um registro novo de ISBN específico para e-books.

Para retirar o ISBN o autor ou editor deve ser cadastrado na Agência Brasileira do ISBN que é vinculada a Biblioteca Nacional. O cadastro pode ser feito por pessoa física ou jurídica, sendo pessoa jurídica uma empresa cadastrada com CNPJ. Para utilizar o termo/palavra editora, editorial, publicações, edições, editor – deve constar na razão social a palavra/termo Editora. Para ter outras informações sobre o cadastro de pessoa jurídica, clique aqui.

Para pessoa física, somente o autor do livro, pode se cadastrar. E foi isso que foi feito. Como Paulo Érico Canarim está em Belo Horizonte, ele me mandou por correio a ficha cadastral preenchida e fui até o centro da cidade no Rio para levar a documentação. Bom, você pode fazer isso pelo correio, mas como queria evitar qualquer tipo de atraso, ou desvio preferi ir pessoalmente a ISBN que fica à Rua Debret.

Para fazer o cadastro de autor além de pagar pelo valor de cadastramento, que na data de hoje é de 220 reais, entregar a ficha cadastral preenchida e assinada com cópia do CPF é necessário que o autor também solicite pelo menos 1 ISBN. Nessa solicitação deve ser entregue a ficha de solicitação de ISBN, a folha de rosto representativa do livro a ser publicado e o pagamento de 15 reais por cada ISBN. Para fazer o cadastro de pessoa física, clique aqui.

Os pagamentos são feitos no Banco Santander e no momento da entrega da documentação, deve-se entregar junto o comprovante de depósito original. Para ter mais informações sobre as formas de pagamento clique aqui. Mas, uma vez, também preferi realizar o depósito bancário e ter o documento original para ser entregue.

Devo dizer que todo esse meu cuidado para evitar algum erro, deve-se ao fato que apesar, agora sei disso, da facilidade no processo, era a primeira vez que estava fazendo esse procedimento e as informações contidas no site davam a impressão que caso ocorresse algum erro, poderia ter o processo não realizado. O processo para terminar, ou seja, para receber o número do ISBN de cada livro devo aguardar até 5 dias úteis e este será enviado por e-mail, conforme solicitado por mim.

Bom, o primeiro passo para a produção do e-book dos livros “Colar de Ossos e outras histórias” e “Contos Eróticos para ler a dois” já foram dados. Agora, é partir para a criação da ficha catalográfica, a revisão já foi realizada, e também a transformação do arquivo doc em e-pub que é o formato que usaremos para os e-books.

Ah! Com o cadastro na Agência Brasileira de ISBN você receberá um Manual do Editor para sanar todas as dúvidas sobre o ISBN. Ainda não li, mas é sempre bom esses materiais de apoio.

A viúva Cliquot e as probabilidades de Mlodino

Qual a probabilidade de uma mulher viúva, mãe de uma filha em período de guerra torna-se uma empresária de sucesso?

Com o livro “O Andar do Bêbado” de Leonard Mlodino descobri como o acaso pode influenciar nossas vidas. O livro apresenta diversas teorias sobre o estudo da probabilidade e estatísticas – não vou me aprofundar neste tema completamente fora de meu alcance. As histórias e casos apresentados por Mlodino são bem curiosos e nos dá uma aula de história da estatística e da matemática. Com um texto leve e exemplos que nos fazem entender os cálculos o autor nos faz perceber que nem sempre o que parece óbvio é certo. E com explicações matemáticas nos motiva a não desistir, e prova com seus cálculos que o sucesso está muito mais para a persistência que para habilidades específicas.

Especificando ainda mais a pergunta: Qual a probabilidade de um mulher, viúva, mão de uma filha, no século XVIII para o século XIX, empreendedora e com sucesso profissional existir neste mundo que se ainda é tão machista, imagina na França de Napoleão?

É a viúva Clicquot que surpreendeu a todos quando decidiu tomar conta de seus negócios após a morte do marido em pleno século XVIII! Ela encarou além da sociedade e seus padrões, a dificuldade de uma mulher sozinha criar uma filha, muitas instabilidade econômica e política no período napoleônico. Aconteceram diversas guerras, invasões, políticas externas que tornavam o negócio inviável.

É bom lembrar que a sociedade francesa aceitava que uma mulher trabalhasse ao ficar viúva. Era aceitável, afinal esta precisava sustentar a família mesmo com a morte do marido, e casar novamente nem sempre era opção, já que era mulher com filhos. O comum era essas mulheres terem trabalhos como costureiras ou administrando hospedagens. O caso de Viúva Clicquot era totalmente fora do padrão, comércio de vinhos, engrenando com champanhe e abrindo espaço no mercado internacional.

Está história é contada de forma leve pela historiadora Tilar J. Mazzeo no livro “A Viúva Clicquot – a história de um império do champanhe e da mulher que o construiu.” O livro retrata a história desta marca de Champanhe que iniciou do sonho de um jovem francês, François Clicquot recém-casado com Barbe-Nicole Clicquot.  Barbe-Nicole fica viúva aos 27 anos, contraria a tradição e dá continuidade aos negócios criado pelo marido. E faz muito mais ao transformar a marca em sinônimo de luxo e qualidade em terras inglesas e russas. Leia o livro e tenham uma surpreendente aula de empreendedorismo, de resistência, de desafios, produção de vinho e de história.

A história da Viúva Clicquot, nos mostra que mesmo com adversidades é preciso lutar pelo que ser quer. Mesmo que estejamos fora do padrão, que não seja “certo”, “bonito”, que a “sociedade” aprove. Se você gosta, se é importante para você, faça, faça para você e por você. Agradar os outros é consequência do trabalho e não causa. E como diz o ditado popular: “o único lugar que sucesso vem antes de trabalho é no dicionário”.

A Rede Social Skoob

Skoob: a primeira e maior rede de leitores do país. Assim se definem os criadores da rede. E vão além, ao afirmarem com um “Quem Somos? Você.”

Skoob é também construída com a colaboração dos internautas. Eu mesma para incluir um livro tive que fazer um cadastro novo, inserindo informações como título, autor, editora, ISBN. Já não me lembro como conheci a rede, provavelmente indicação de alguém no twitter. Sei que entrei e aos poucos fui cadastrando um título e outro; comecei a escrever de forma discreta minha opinião sobre livros, depois perdi a vergonha e publiquei um texto mais completo, dizendo claramente se havia ou não gostado. Hoje tem quase 100 livros cadastrados, pouco ainda, já li mais que isso, mas lembrar de todos agora, é difícil. Então interrompi esse processo de cadastro e fui completar as informações de minha estante: tenho, li, vou ler, relendo, abandonei, favorito, emprestei, desejado; e que interessante: troco. Troco? Será que eu troco algum livro? Tenho apego por alguns.

Bom, coloquei 12 livros disponíveis para troca, sem acreditar muito. Algumas semanas depois consigo aumentar a minha rede e passo a ter 8 amigos e seguidores. De fato, só conheço uma pessoa na rede – estamos falando do mundo virtual. Até que um dia uma colega de rede mandou mensagem pelo Skoob: Fiquei interessada no livro “Tarja Preta” veja na minha estante se algum livro te interessa”. Fui lá e escolhi um livro, infelizmente, justamente o que ela já havia trocado e esqueceu de tirar da estante. Então, escolhi outro: Os limites da Lei de Scott Turow.

Avisei a Bandoleira (nome de cadastro) que nunca havia feito trocas no Skoob, por isso pedi que me explicasse. “Colocamos cada uma o livro no correio”; a troca de endereços feita por e-mail particular e “passamos pelo Skoob mesmo o registro do correio, assim podemos rastrear o livro”.
Confesso que fiquei apreensiva com esta troca; e se a pessoa agisse de má fé? Teria uma frustração que comprometeria meu interesse no Skoob e por todas as outras rede sociais. Arrisquei, afinal o livro que trocava também não me interessava nada, aliás não o li todo, abandonei no início.

Postei o livro e aguardei chegar o da Bandoleira. A previsão era de 5 dias úteis, porém chegou no terceiro. E a minha surpresa? Não só recebi um livro novo, em excelente estado, não havia sequer o nome da antiga dona (o Tarja Preta seguiu com o meu nome nas primeiras páginas, hábito antigo esse: nome e ano de compra); como veio embrulhado em um plástico para proteger o livro, e uma carta. Fiquei surpresa com tamanha atenção, foi de uma delicadeza da Bandoleira enviar junto uma cartinha com o desenho de uma flor, a frase “Livros são os mais acessíveis e constantes amigos; os mais acessíveis e sábios conselheiros; e os mais pacientes professores.” de Charles Eliot.

Talvez minha falta de sensibilidade seja fruto dessa própria tecnologia, quem sabe? Sei que não devo me envergonhar por isso, mas é assim que sinto. Envergonhada. Pelo menos aprendi que redes sociais nada mais são que uma organização social feita por pessoas e para pessoas. Toda tecnologia envolvida são ferramentas que viabilizam nossa interação, independente de distância. Rede social, virtual ou real, é a nossa forma de compartilhar conhecimento, músicas, livros, emoções – para quem gosta de livros conheçam o Skoob, vale a pena.

Livro: Ouvir Estrelas

Noite de lua cheia e vários comentários no twitter exaltando sua beleza. As frases no twitter sobre a lua me trazem a lembrança do livro Ouvir Estrelas, de Mariza Gualano que li há alguns anos. É uma delícia de ler! Mariza fez uma interessante pesquisa e apresenta as melhores frases do cinema. São diálogos engraçados, alguns absurdos e muitos clássicos do cinema.

Com o livro soube a origem de frases famosas, como “Quando sou boa, sou ótima. Quando sou má, sou melhor ainda!” dita pela atriz americana Mae West no filme Santa não Sou (1933). E a célebre frase de Woody Allen em Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977): “Eu nunca pertenceria a um clube que me aceitasse como sócio”. A origem desta tirada é de Groucho Marx, comediante americano que disse: Não entro para clubes que me aceitam como sócio.

Há a descrição correta de frases como de Vivien Leigh em E o vento levou (1939): “Mesmo tendo que roubar, mentir ou matar, juro por Deus: jamais sentirei fome outra vez!” Ou, quem não lembra dessa cena? “ET…telefone…casa”. ET, esperando contactar seu planeta em ET, um Extraterrestre (1982).
Acredito que está nem precisa de explicação:

– Eu admiro sua coragem, senhorita…
– Trench. Sylvia Trench. Senhor…
– Bond. James Bond.
(Sean Connery e Eunice Gayson em 007 contra o Satânico Dr. No -1962).

As frases neste livro fazem nossa imaginação retornar a filmes, perceber malícias, sentir o gosto de vingança em cada palavras e algumas vezes humor, ódio, amor e muito machismo. As frases que citam as mulheres, principalmente de filmes antigos são recheadas de um machismo escondido atrás do humor.
E frases que confesso não ter dado o devido valor ao assistir o filme:

“O segredo de escrever é…escrever e não pensar.”
Sean Connery, um escritor recluso, para Rob Brown em Encontrando Forrester (2000);

“Nós não lemos e escrevemos poesia porque é bonitinho. Lemos e escrevemos poesia porque somos parte da raça humana, e a raça humana está repleta de paixão.” Robin Willians em Sociedade dos Poetas Mortos (1989).

“O progresso baseia-se mais no fracasso do que no sucesso”. Kevin Costner em Dança com lobos (1990).

“Só depois de perdemos tudo estamos livres para fazer algo.” Brad Pitt em Clube da Luta (1999).

Ouvir Estrelas é uma verdadeira viagem no tempo e uma aula de humor, verdade, vingança e de diversos outros sentimentos. Vale a leitura, aqui não citei nem 10% dos diálogos e frases – e fiquei apenas nas mais conhecidas.


Ouvir Estrelas | Mariza Gualano | Editora Garamond | 2002

WhatsApp
>